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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Olha, Que Grande Novidade !


Projecto de resolução política do Comité Central

Comunistas querem reeditar CDU para eleições de 2009 O PCP quer renovar a Coligação Democrática Unitária (CDU), com “Os Verdes” e a Intervenção Democrática, para as eleições de 2009, e recusa qualquer entendimento eleitoral ou governativo em que seja “cúmplice” de uma “política de direita”.A proposta é feita no projecto de resolução política aprovado pelo Comité Central do PCP, hoje publicado pelo jornal “Avante!”, órgão oficial do partido, e em debate pelas organizações do partido antes de ser votado no seu XVIII Congresso Nacional, de 30 de Novembro a 2 de Dezembro, em Lisboa.Nas teses, a CDU é apresentada como “um valioso factor de acção política e eleitoral, para enfrentar os próximos actos eleitorais”. A política de alianças para as eleições de 2009 – europeias, autárquicas e legislativas – é uma questão interna pendente.Em Março deste ano, em declarações à Antena 1, o ex-líder parlamentar do PCP Octávio Teixeira defendeu que gostava de ver o seu partido concorrer sozinho às eleições, altura em que o secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa, remeteu a questão para mais tarde.O PCP só concorreu sozinho às eleições em 1975 (Assembleia Constituinte) e às legislativas de 1976, tendo depois optado por coligações, primeiro com a APU (Aliança Povo Unido) e depois com a CDU. As “teses” para o Congresso foram aprovadas por unanimidade no Comité Central de sábado e domingo e serão discutidas pelas organizações do partido até Novembro.Os Verdes têm prevista a sua convenção, equivalente ao congresso, em que a questão das alianças será discutida, para Março de 2009.Teses dizem que convergência de esquerda exclui cumplicidade com “política de direita”O PCP diz também que está disposto a um “diálogo” e “convergência” de esquerda, mas recusa ser “instrumento ou cúmplice” de um Governo PS com “políticas de direita”, referem as teses para o XVII congresso, hoje divulgadas.No projecto de teses, divulgado também pelo jornal “Avante!”, os comunistas voltam a acusar o PS, no poder desde 2005 com maioria absoluta, de praticar “uma política de direita”, e concluem que “se apresenta cada vez mais comprometido com os interesses da grande burguesia e do grande capital”.No ciclo eleitoral de 2009, o PCP repete a tese, usada no passado, de que é preciso alterar a “actual correlação de forças” com o PS, tornando-a “mais favorável ao PCP”, para se conseguir “uma ruptura” e uma “política de esquerda”.O partido liderado por Jerónimo de Sousa é favorável ao “diálogo”, “convergência e cooperação” de forças “empenhados numa ruptura com a política de direita e na construção de uma alternativa de esquerda no quadro do actual regime democrático e constitucional”.Sem definir metas, o PCP apresenta como objectivos para as três eleições de 2009 um reforço da sua influência eleitoral.

Público

Desde já vos garanto, não vão perder, e mais, ganhar mais eleitorado. Garantido !

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Jogos Florais no PSD e Invejas Avulsas.



Luís Filipe Menezes considerou que a oposição que Manuela Ferreira Leite tem feito é apagada e não leva em conta os mais recentes episódios de criminalidade. Em artigo de opinião, o ex-líder do PSD entende que esta estratégia permite a José Sócrates marcar a rentrée políca.
Luís Filipe Menezes entende que a situação actual do país, que se encontra em dificuldades, exigiria que se ouvisse a voz de uma oposição alternativa, numa referência ao silêncio que a presidente do PSD está a ter relativamente ao país.
Em artigo de opinião publicado no Jornal de Notícias, o antigo líder social-democrata considerou que a oposição que está a ser feita por Manuela Ferreira Leite é apagada e não levanta a voz em relação aos mais recentes episódios de criminalidade.
Menezes acusou ainda a liderança do PSD de nada dizer sobre o sobrecusto de 40 por cento nas empreitadas das auto-estradas nem sobre a aprovação do novo mapa judiciário, não deixando em claro o facto de Ferreira Leite ter estado ausente da Festa do Pontal.
O presidente da Câmara Municipal de Gaia lembrou ainda os silêncios dos actuais responsáveis do PSD sobre a política internacional e mesmo sobre os Jogos Olímpicos, uma estratégia que Luís Filipe Menezes considerou ser errada.
Para Menezes, com estes silêncios, o PSD permite a José Sócrates marcar a rentrée política com uma leitura enviesada sobre a economia e emprego.
O ex-presidente do PSD frisou ainda que nada substitui o carinho e a mobilização da sociedade e do partido e que nada substitui a força do contacto pessoal e do olhar profundo nos olhos de um eleitor.
Menezes sublinhou ainda o facto de o PSD estar «coerentemente silencioso», devido às poucas aparições públicas de Manuela Ferreira Leite, tendo o autarca de Gaia dito que se fosse pedido um comentário a uma catástrofe tão grande como terramoto de 1755 esse só aconteceria numa «universidade estival».
O ex-líder do PSD aludia aqui ao facto de a rentrée política dos sociais-democratas estar marcada para 7 de Setembro numa Universidade de Verão, na mesma data em que em Gaia se realiza uma corrida de aviões.
TSF