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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O Grande Embuste das 70.000 Assinaturas


Setenta mil assinaturas contra avaliação dos professores

A Plataforma Sindical de Professores deixou esta segunda-feira no Ministério da Educação um abaixo-assinado exigindo a suspensão da avaliação de desempenho e a revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD). Foram várias as pastas levadas até à 5 de Outubro, contendo cerca de 70 mil assinaturas, recorde que cobre metade da classe docente mas que o Governo já veio pôr em causa.
Antes dos dossiers levados esta segunda-feira até à ministra da Educação, o maior abaixo-assinado de professores datava de há dois anos, em Novembro de 2006, quando 60 mil professores rubricaram no papel a sua insatisfação para com o Estatuto da Carreira Docente. É neste sentido que Mário Nogueira, porta-voz da Plataforma, considera estas "quase 70 mil assinaturas em apenas uma semana" ilustrativas da "disposição dos professores em relação à suspensão da avaliação de desempenho e a revisão do Estatuto da Carreira Docente". "Os professores portaram-se valentemente e têm dado lições muito grandes a este Ministério da Educação e a este Governo", afirmou aquele dirigente, lamentando que "ao contrário do Governo, os professores estão preocupados com a educação, o ensino e as escolas". Mário Nogueira não escondeu a sua decepção por a ministra Maria de Lurdes Rodrigues ter recebido "há dias" 13 professores com 1.500 assinaturas a favor da avaliação, não tendo esta tarde disponibilidade para receber 70 mil assinaturas contra o mesmo modelo. Jorge Pedreira diz que abaixo-assinado "vale o que vale" Numa reacção à entrega das assinaturas, o Ministério da Educação desvalorizou o número anunciado pela Plataforma Sindical, colocando em dúvida a legitimidade dos nomes que compõem o documento. "Este baixo-assinado vale o que vale", atirou o secretário de Estado Jorge Pedreira, explicando que "as circunstâncias em que foi recolhido permitiram que qualquer pessoa sem nenhuma identificação o preenchesse e enviasse aos sindicatos". Mário Nogueira já questionou a reacção do Ministério da Educação, acusando o Governo de "entrar em estado de choque" de cada vez que se realiza "a maior manifestação" ou sempre que o sindicato consegue o "maior abaixo-assinado". Mário Nogueira lamenta "farsa do Ministério" Aos jornalistas, Mário Nogueira comentou ainda a posição do Ministério da Educação em relação à revisão do Estatuto da Carreira Docente para recusar uma negociação "para entreter" e apelando à tutela para que abandone "o comportamento da encenação, do teatro e da farsa". "Exigimos uma revisão orientada para acabar com a divisão da carreira em duas categorias e substituir este modelo de avaliação, tendo por objectivo acabar com as quotas para a atribuição das classificações mais elevadas", concluiu. Simplificação do modelo de avaliação de desempenho dos professores Perante a contestação dos professores, o Ministério da Educação acabou por proceder à simplificação do modelo de avaliação.
rtp

O grande embuste criado pela Frenprof com anúncio prévio e com a suposta entrega do maior abaixo-assinado de sempre, previamente anunciado como a maior contestação ao governo, afinal com impressos publicados na net, que apenas pedia a escola onde leccionavam, onde se pode compreender que qualquer um poderia assinar. Aqui fica a verdadeira intenção da Frenprof e caíu-lhes a máscara, sobretudo na avaliação dos professores e o Estatuto do Professor , afinal a Frenprof nunca quis a avaliação, aquilo que apenas quer é luta politíca nas ruas, tão caracteristico do PCP, e a demagogia de Mário Nogueira. Assim saíu-lhes o tiro pela culatra.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Educação.

Sócrates quer Internet em todas as escolas do país até Abril

O primeiro-ministro anunciou, esta sexta-feira, de visita a uma escola de Faro, que quer que até ao final de Abril do próximo ano todas as escolas do país tenham ligação à Internet. Sócrates só não conseguiu responder à pergunta de um aluno com mobilidade reduzida.
Acompanhado pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, numa visita a Escola Secundaria Pinheiro e Rosa, José Sócrates testemunhou a vídeo-conferência entre aquela escola e a Escola Serafim Leite, em São João da Madeira.
«Queremos que todas as escolas do país estejam ligadas à Internet com uma velocidade não inferior a 48 megabits e que 100 delas, como é o caso desta, estejam ligadas a 100 megabits», disse.
O Chefe do Governo disse que é também objectivo do Executivo que «todas as salas de aula tenham uma ligação à Internet» e que «cada escola tenha uma rede de videovigilância para aumentar a segurança».
«Queremos também que haja um cartão de aluno que permita uma melhor gestão escolar e que o dinheiro seja eliminado do perímetro escolar», para além de mais computadores, mais quadros interactivos e videoprojectores», adiantou.
Durante a sua visita, José Sócrates só não respondeu a um aluno com mobilidade reduzida que perguntou ao primeiro-ministro quando é que aquela escola terá um elevador para poder aceder ao primeiro andar.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Educação.


Sócrates lembra que Estado só coloca os professores de que necessita

O primeiro-ministro, José Sócrates, criticou hoje a polémica sobre o número de professores excluídos dos concursos do ministério da Educação, afirmando que «o tempo da facilidade acabou»

«Muitos gostariam que o Estado contratasse mesmo que não precisasse deles, mas não é essa a nossa visão. O tempo da facilidade acabou», disse o primeiro-ministro.
José Sócrates discursava no Liceu Pedro Nunes, Lisboa, uma das 26 escolas secundárias do país que vão receber obras de requalificação, na primeira fase do programa de modernização daqueles estabelecimentos de ensino.
«Isso está fora de causa», acrescentou, lamentando que o início do ano escolar «seja vivido» com a discussão, «que não é novidade», do número de professores não colocados pelo ministério da Educação.
Antes, questionada sobre o mesmo assunto, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, recusou prestar qualquer declaração.
A Federação Nacional de Professores estima que o número de docentes que ficaram sem colocação este ano se situe entre os 35 e os 40 mil. Segundo o ministério da Educação, foram colocados cerca de 125 mil.
Em comunicado da passada sexta-feira, o ministério da Educação, acrescentou que as colocações que faltam se destinam a colmatar «necessidades residuais, que todos os anos surgem, fruto da variação do número de alunos e de turmas dos diferentes ciclos e cursos».
Lusa/SOL